sexta-feira, 9 de novembro de 2012

Cogumelo Ametista

Laccaria Amethystina

Encontrado nas margens do rio Lima, aparece no Outono debaixo de carvalhos, castanheiros ou pinheiros.
É comestível apesar do seu aspecto fortemente marcado por uma cor violeta, porém é pouco apreciado devido ao seu pequeno tamanho e sua consistência frágil.
ArdeFero Ametista

quarta-feira, 31 de outubro de 2012

sábado, 22 de setembro de 2012

Rabel

Já la vão cerca de 4 anos quando deitei mãos à construção deste rabel.
Em boa verdade, aquando da sua construção, apenas tinha uma ideia daquilo que haveria de ser construido, pelo que se talhou a madeira sem seguir qualquer tipo de plano ou modelo.

ArdeFero Rabel 1

Seguir o instinto e a imaginação leva-nos a isto, a criação de objectos unicos sem igual, que pelas suas particularidades contribuem com a sua essencia individual para uma unica força colectiva  que é a musica.
È por certo um dos meus instrumetnos de eleição e serviu de base para a primeira tocata sob o nome de Arde Fero, “Fero e Soberbo Testa de Boi”.

Arde Fero Rabel 2 ArdeFero Rabel 3

Fica ainda para registo futuro o tocador de rabel, representado numa das cornijas da Senhora da Orada em Melgaço.

Arde Fero Rabel tocador

terça-feira, 7 de agosto de 2012

Reco-Reco ou Reque-Reque

Haja Vontade! Que a madeira se talha dando forma ao intento.

Uma das raízes de Arde Fero arreiga fundo nos trabalhos artesanais, a falta de dinheiro para comprar instrumentos nunca foi um obstáculo, pelo contrário foi um incentivo à construção de instrumentos próprios, muito  rudes por sinal, mas com sons únicos e emersos de identidade. 

Em boa verdade a musicalidade da sabedoria do povo (Folk Lore), está na inspiração de tudo aquilo que está (ou não) ao alcance, mesmo nos tempos mais difíceis. Na falta de instrumentos, muitas das nossas musicas eram acompanhadas por percussão de instrumentos de trabalho, sacholas, ancinhos, machadas, tudo servia para acompanhar o canto.  Os mais habilidosos iam nas horas vagas fazendo os seus próprios instrumentos, flautas, tambores e tudo mais que a habilidade e a imaginação alcançasse, tomava forma para a foliada. Uma coisa é certa, a tradição oral (cantada ou não) subsistiu, quer acompanhada por instrumentos requintados quer acompanhada por instrumentos da "laboura"... pelo que mais uma vez vos digo Haja Vontade!

Seguindo a ramada do faça você mesmo, muitos dos  instrumentos musicais que se fazem ouvir em Arde Fero, são de construção própria, responsáveis pelo folgo único da sonoridade de cariz arcaico regional.

Afastado desde algum tempo para cá das lides artesãs, lá se encontrou tempo para a construção de mais um instrumento para o espólio de Arde Fero. 

Eis o Reco Reco, desta feita com a cabeça de um reichelo.
Arde Fero Reco-Reco 1
O Reco-Reco ou Reque-Reque, apresenta pelo Minho variadas formas e feitios, sendo um idiofone fricativo toma função na tocata, como marcador de ritmo através da fricção com uma cana rachada.
Não raras as vezes o Reco-Reco é o estandarte do grupo a que pertence...
E Siga a Rusga!
Arde Fero Reco-Reco 2

Rio Minho

A deidade que nos dá nome.

Arde Fero Rio Minho Minius

domingo, 24 de junho de 2012

TOJO... o guardião de granito

Junta-se à rusga de Arde Fero um jovem guardião da estirpe Castro Laboreiro.
Eis o jovem Tojo o guardião de granito.

Arde Fero Tojo Castro Laboreiro